Em maio de 1973, estreia do circuito pavimentado

O trabalho do meu pai e dos amigos da S.A. para a construção do Autódromo Internacional de Cascavel estava consolidado. No ano da inauguração, quatro provas importantes e recorde de público. A primeira, no dia 22 de abril de 1973, com duas corridas: Divisão 4 (esporte de fabricação nacional), até 2.000cc e acima de 2.000cc, em duas baterias de 20 voltas; e a Divisão 3 (turismo força livre), até 1.600cc e acima de 1.600cc. As disputas trouxeram a Cascavel pilotos de renome como Alfredo Guaraná Menezes, Francisco Lameirão e Newton Pereira (RJ), na Classe até 2.000cc; Jan Balder, Antonio Carlos Avallone, Pedro Victor de Lamare e Pedro Muffato disputaram na Classe acima de 2.000cc.

A segunda prova ocorreu em 29 de julho com a Taça Souza Cruz, a quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Viaturas Turismo, disputada em suas três classes: A (até 1.600cc), B (de 1.601 a 3.000cc) e C(de 3.001 a 6.000cc), com 42 carros inscritos. No dia 30 de setembro, o autódromo recebeu a sétima etapa do Campeonato Brasileiro de Construtores. A corrida foi muito importante para o campeonato, pois Avallone liderava o certame. A quarta edição da Cascavel de Ouro, no dia 18 de novembro, destinada aos carros da Divisão 4, vencida por Francisco (Chiquinho) Lameirão, seguida da prova \“5 Horas da Divisão 1\” (turismo de série), foi a primeira prova de longa duração no novo autódromo. Em cinco horas completaram 183 voltas.

O resgate dessa história mostra que a vocação do Oeste do Paraná para o esporte automobilístico se deve, essencialmente, à irreverência dos idealistas. Não há dúvidas que o empreendimento futurista sonhado por todos eles deu visibilidade à cidade em nível nacional. Detalhe: em tempo recorde. A construção do autódromo foi um divisor de águas na história do município, uma iniciativa inovadora e particular, um pioneirismo se a gente pensar que tudo aconteceu há mais de meio século.