Palavra de quem estava lá - Valdir Favarin

O \“cabeça\” do automobilismo

\“Tem que juntar todos os homens que fizeram a história das corridas em Cascavel para dar o tamanho de um Zilmar Beux. Ele era um baluarte. Mesmo antes das corridas, eu já o admirava. Nossa amizade se aprofundou mais com a construção do autódromo. Desde o começo eu estava junto, da picada com foice, em 1968, ao asfaltamento nos anos seguintes. Ele sempre na frente. Era incrível como o Zilmar conseguia a ajuda de todo mundo. Fazendeiros emprestavam tratores, pessoas iam lá para ajudar por paixão mesmo e a prefeitura sempre contribuiu também, tanto na gestão do Octacílio Mion quanto do Pedro. Me lembro perfeitamente de um encontro entre eu, seo Zilmar, o Pedro e Octacílio, em que ficou acordado do Pedro, que estava assumindo a prefeitura, continuar cedendo as máquinas. De fato, isso foi cumprido. Mas, voltando ao Zilmar. Ele sabia conduzir tudo com maestria e valorizava o trabalho coletivo. Esse era o seu grande diferencial. Nunca buscou nada para si. O autódromo era um projeto de todos. Infelizmente, a história foi contada errada e os créditos da construção foram todos para o Pedro Muffato, na época prefeito. Mesmo o Pedro se retratando, aquilo tomou proporção na mídia nacional e o Zilmar, com sua peculiar sabedoria, apenas silenciou e se isolou. Fiquei um tempo sem encontrá-lo quando ele se refugiou para o Mato Grosso. Quando o encontrei, dei-lhe um beijo de alegria\”.

VALDIR FAVARIN, 73 anos, empresário e ex-piloto. Valdir foi vice-campeão brasileiro nos anos de 1974 e 1975 na categoria Divisão 4, a Stock Car da época.

Casal Toninho Muffato e Edivete Muffato, Ivo Spengler, Giselda Cavalca, Olinda e Zilmar, Sefrin Filho, Valdemar Bobato e eu, ali, sentado na grama.

Octacílio Mion, Valdemar Bobato, Deoclides Carpenedo, Valdir Favarin, Zilmar Beux e Adelar Bertolucci.